Blog de Escárnio e Maldizer

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quinta-feira, 10 de junho de 2010

O partido impopular


Hoje estamos com falta de imaginação. Portanto vamos recorrer a quem a tem: o Ricardo Araújo Pereira. Aqui fica o link para a crónica "O partido impopular Monárquico".

quarta-feira, 12 de maio de 2010

A evolução das coisas

Há muito, muito tempo o pessoalão vivia despreocupado. A única coisa em que tinha que pensar era o que ia ser o próximo almoço. Depois começou a andar em grupo e ai começaram as chatices. Havia sempre alguém a querer mandar nos outros. Normalmente o maior brutamontes levava a melhor e os outros amochavam. Isto até vir um brutamontes ainda mais abrutalhado que à força de chapada e pontapé ficava com o lugarzinho de chefe da horda. Com o andar do tempo de um grupito de malta maltrapilha passou-se a coisas chamadas domínios, senhorios etc. Então houve que dar um bocado de dignidade ao fulano que comandava o bando e que à espadeirada, marretada ou ao que houvesse à mão, mantinha os outros na ordem. Inventou-se o lugar de rei. Como a vida era incerta e ninguém sabia muito bem o que ia acontecer no dia seguinte, achou-se que não era má ideia indicar como sucessor do rei o filho do rei. Isto tinha várias vantagens. Diminuia a hipótese de um concorrente ficar com o lugar só porque tinha espetado uma faquinha nas costas do manda-chuva e, cada vez que chegava um novo rei não precisava andar à chapada com meio-mundo. Acontece que o rei sozinho não conseguia manter a malta sossegada dentro do dominio nem evitar que a vizinhança lhe viesse roubar as galinhas, pelo que teve que arranjar uns sub-chefes, pelo menos tão abrutalhados e sequiosos de sangue como ele, pelo que inventou uma coisa chamada a nobreza. O rei simplesmente dava-lhes licença para darem porrada na malta por ele. E assim fomos andando ao longo dos séculos e milénios.

Com o andar do tempo o pessoal foi-se tornando um bocado mais civilizado e nem reis ou nobres andam a distribuir carolos pelo povinho. A primitiva razão para alguém ser rei desapareceu. Mas os descendentes (conhecidos) desse pessoal não ficou lá muito contente com a perspectiva de ir para o desemprego. Por isso inventaram razões tão divertidas como absurdas para manter uma coisa que já não é necessária. O monarca é um símbolo, o representante do povo etc e tal. Porquê? Perguntam. Porque sim, porque tem direito, etc, etc... Isto é, porque é o  "the special one". É preciso ter pachorra.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Já nada é como dantes...

Sempre tivemos a curiosidade de saber quantos reis e rainhas ainda existem. Há 100 anos os número dos países que não tinham o seu monarcazinho era pequeno (basicamente as Américas e França). Graças às maravilhas da wikipédia ficamos a saber que dos actuais 195 países, 44 mantêm monarquias, mas 16 deles têm a mesma rainha! Grande Elizabeth. Assim mesmo é que é! Agora está explicado porque a "old Lady" não dá o lugar ao filho. À semelhança do trisavô Eduardo VII, Carlos desespera para ser rei, um dia...

Não deixa de ser intrigante como um regime tão divertido e cheio de ss e ff foi perdendo popularidade. Deve ter que ver com aquela coisa de que quando se cresce deixa-se de acreditar no Pai-Natal...

sábado, 8 de maio de 2010

Monarquias divertidas


As monarquias têm invenções geniais que não lembram ao diabo. Saíamos para a rua e vamos perguntando a essa cambada de ignorantes que arrastam os pés pela calçada quem é o rei da Austrália. "Quê? Os tipos dos cangurus? É pá, tás parvo ou quê? Então o presidente deles é aquele gajo que....hã...pois não sei. Mas rei é que não têm...".  Pois é verdade. Não têm rei, têm rainha.

A verdade é que tirando os australianos e meia-dúzia de ratos de biblioteca que consultaram a wikipédia ninguém sabe que, não só a Austrália é uma monarquia como a rainha da Austrália é.....a rainha de Inglaterra! É ai que o people abre os olhos esbugalhados e rosna "óh pá tás gozar comigo ou o quê?".

Os australianos são mesmo uns cromos, mas já chegaram tarde. Não inventaram nada. No inicio do século XVIII já o pequeno principado de Neuchatel tinha escolhido como príncipe  soberano o rei da Prússia porque dos pretendentes ao lugar, esse era o que estava mais longe! Os australianos apenas levaram o conceito um pouco mais além. Têm uma rainha que está do outro lado do mundo. Quem paga a factura são os britânicos e eles só têm que fazer uma festança de quando em vez,  quando sua majestade está aborrecida e decide ir espairecer um pouco.  

Nós no República-Viva também achamos que é o único tipo de monarquia aceitável. Seguindo o exemplo da Austrália, Portugal poderia escolher um monarca no outro lado do mundo, um assim com bastante carcanhol. Humm, talvez o imperador do Japão. Esse ao menos já não fica com os olhos em bico por nossa culpa.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Por qué no te callas?


Ser-se Presidente da República é um aborrecimento! Diríamos mesmo que é uma experiência a que nenhum ser humano devia ser submetido. Geralmente o Presidente tem que tomar decisões. O que convenhamos é uma coisa que ninguém quer fazer. No final do mandato é-se avaliado por essa massa anónima, que nunca está satisfeita com nada e que dá pelo nome de eleitorado. Ser-se Rei é muito mais divertido e selecto. Antigamente era-se Rei por vontade divina. Com o tempo encontrou-se um motivo ainda melhor. O pai ou avô já era Rei. E não se fala mais no assunto. O Rei não tem que dar cavaco a ninguém e não é responsável por nada. Por exemplo, na constituição espanhola pode ler-se "La persona del Rey es inviolable y no está sujeta a responsabilidad." Ou seja o Rei é irresponsável. Pode fazer como lhe dá na Real gana. Ora num país como Portugal, em que metade da população nunca é culpada de nada e a outra metade não quer saber de nada, dava mesmo jeito ter um irresponsável como Chefe de Estado. Ao menos éramos coerentes!

domingo, 25 de abril de 2010

Ao herói


Ao herói da revolução a quem devemos a III República: Capitão Salgueiro Maia

sábado, 24 de abril de 2010

A mim ninguém me cala


O tiro de partida para as presidenciais de 2011 foi dado e o camarada Manuel Alegre não quis esperar por ninguém.

Uma coisa chata que os republicanos têm, é que gostam que o Chefe de Estado faça boa figura e já agora produza qualquer coisa que se veja (politicamente falando).

O "background" do que anteriormente o candidato à presidência conseguiu como figura politica ou pública parece ser um bom indicador do que poderemos esperar como 1ª figura do Estado.

O República-Viva deu uma pequena volta pelo cyberspace à procura do que têm sido os acomplishments do camarada Manuel Alegre e, o que descobrimos publicamos de seguida:
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Bom então? Não há uma lei "Alegre"? Talvez quando foi Ministro...Ah não foi...Talvez quando foi secretário de Estado? Ah, nada de relevante por esse lado! E Presidente de Câmara...Junta de Freguesia...pois compreende-se. Quem quer passar o tempo com esse pessoal dos municípios.

Ok, não há problema. Com este impressionante nível de concretização, seguramente que podemos contar com muitas, ... poesias na presidência!